
A chuva que se precipita sobre o Rio de Janeiro, na região serrana, desce a serra levando junto terra, árvores, vegetação, animais, pessoas e destruindo tudo que encontra pela frente, atingindo as cidades ou distritos de Nova Friburgo, Itaipava, Petrópolis, Teresópolis, Sumidouro, entre outras. Nos morros a destruição
se dá pela retirada da base onde as casas são construÃdas e no centro das cidades o soterramento com todo este material que vem lá de cima. O resultado disso, além do imenso prejuÃzo material resultou em centenas de mortos e milhares de desabrigados.
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O Rio vive uma calamidade
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Estas tragédias mexem com todas as pessoas, as que estão perto, envolvidas pelo contexto, as que estão longe mas tem familiares lá e nós, que apesar da distância nos sentimos presentes pelas imagens e sons que a mÃdia traz até dentro de nossa casa e que nos dão a sensação de estarmos lá. Vivemos num mundo estranho, onde enquanto tranquilamente lanchamos no aconchego do nosso lar assistimos imagens de uma tragédia, e outras tantas que já se passaram, vendo cenas de destruição e morte.
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As tragédias têm esse poder de envolver a todos. Tanto as pessoais como as grandes põe em questão muitos pontos. Tiram-nos de nossa rotina. Perturbam-nos. Esta da Região Serrana da Cidade Maravilhosa não é diferente. Se meditarmos um pouco e nos ater mais detalhadamente aos fatos poderemos analisar as cenas de heroÃsmo e coragem que aparecem nestas situações, casos de extrema superação, união, pessoas que abandonam a si mesmas e se jogam de corpo e alma no auxilio à s vÃtimas. A imensa quantidade de pessoas que perderam tudo que construÃram durante toda uma vida e, pior, muitos ainda perderam familiares.
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EspÃritos bons e maus, ou, mais e menos evoluÃdos convivem juntos. Enquanto uns, mesmo sendo vÃtimas se esforçam para ajudar os outros. Enquanto muitos mesmo sem estar envolvidos se tomam por imensa comoção, abandonam seus afazeres e famÃlia e se juntam aos sobreviventes na condição de voluntários fazendo todo tipo de serviço, ou mesmo, fazendo doações das mais diversas para manter e amenizar o sofrimento dessa gente, infelizmente vemos outros que só pensam em si e no materialismo e mesmo sem ter a alegação da fome ou desespero saqueiam casas e mercados e, pior, desviam doações que pessoas bondosas e solidárias enviaram.
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Outro questionamento é de quem é a culpa, do Poder Público que deveria ter impedido ou avisado da catástrofe, das pessoas que construÃram suas casas em área de risco, ou apenas a natureza mostrando sua força?
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Acompanhamos pelo noticiário que mais uma vez as Forças Armadas se fazem presente com seus homens, máquinas e estrutura prestando um inestimável serviço e nos perguntamos se não seriam bem-vindos no auxÃlio à s comunidades não só em momentos de dificuldades?
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Questionamos, ainda, por que o Poder Maior que rege todas as coisas permite que isto aconteça? Não seria por acaso a morte algo tão sem importância, como apenas mudarmos de sala atravessando uma porta para uma sala muito mais confortável e que só deixa sofrimento para os que ficam?
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Enfim, que estes fatos nos sirvam para que, de alguma forma, possamos meditar, questionar, ajudar, crescer. É preciso viver mais a vida, tirar o pé do acelerador, apreciar as pequenas coisas, curtir a famÃlia e os amigos, pois a vida é curta e não sabemos o que ela nos reserva.
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Leonardo Vieira



