
A escritora homenageada na 26ª Edição da Feira do Livro de Canoas, Cíntia Moscovich, classificou como “bárbaro”, a participação do público durante o encontro ocorrido na manhã desta segunda-feira, 14, no auditório Raquel de Queiroz, na Praça da Bandeira, Centro. Por cerca de uma hora, o grupo de quase 200 jovens, formado por alunos das escolas Irmão Pedro, Carlos Drumond de Andrade, colégios La Salle e Protásio Diogo de Jesus, formaram uma platéia atenta e e sintonia com a apresentação da escritora. “O que chama a atenção é que os jovens , que geralmente são dispersos, estavam atentos à apresentação e isso e sinla de uma formação que está sendo trabalhada”, observou Cíntia.
Autora de diveras obras premiadas e participante de antologias no Brasil e exterior, como a italiana Sex'n'bossa, organizado por Patrizia Di Malta e lançado pela editora Mondadori em 2005, Cíntia Moscovich contou um pouco de sua história e formação. Vindo de uma família de origem judaica, a escritora lembrou ensinamentos repasados pelo seu pai, sobre leitura. “Se você tem uma casa ou jóias pode ter eses bens levados ou roubados Mas o que você adquire com a leitura fica dentro de você, e só a morte pode tirar esse aprendizado”, falou.
HISTÓRIA
Conquistou o primeiro lugar no Concurso de Contos Guimarães Rosa, instituído pelo Departamento de Línguas Ibéricas da Radio France Internationale, de Paris, ao qual concorreu com mais de mil e cem outros escritores de língua portuguesa.
Em 1996, a autora publicou sua primeira obra individual, Reino das Cebolas, uma co-edição da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e da Editora Mercado Aberto, que mereceu a indicação ao Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro. O livro foi reeditado em 2002 em pocket pela L&PM Editores, de Porto Alegre. Um dos contos que integram a coletânea foi traduzido para o inglês, e faz parte de Jewish Voices in Brazilian Literature: A Prophetic Discourse of Alterity, uma antologia organizada por Nelson H. Vieirae que reúne escritores brasileiros de ascendência judaica.
Obras
• Reino das Cebolas, contos, 1996 (L&PM) – indicado ao Prêmio Jabuti
• Duas iguais, novela, 1998 (L&PM) e 2004 (Record)
• Anotações durante o incêndio, contos, 1998 – Prêmio Açorianos na categoria de Contos
• Arquitetura do arco-íris, contos, 2004 (Record) – Prêmios Portugal Telecom e Jabuti de 2005.
• Por que sou gorda, mamãe?, romance, 2006 (Record)
Participação em antologias
• Geração 90: manuscritos de computador (2001, São Paulo: Boitempo Editorial) – organização de Nelson de Oliveira
• 13 dos melhores contos de amor da literatura brasileira (Rio: Ediouro, 2003) – organização de Rosa Amanda Sztraus
• O dever da memória: o levante do Gueto de Varsóvia (Porto Alegre: AGE, 2003) – organização de Abrão Slavutzky
• Ficções Fraternas (Rio: Record, 2004) – organização de Lívia Garcia-Roza
• 25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira (Rio: Record, 2004) – organização de Luiz Ruffato
• O viajante transcultural - leituras da obra de Moacyr Scliar (Porto Alegre: Edipucrs, 2004) – organização de Regina Zilberman e Zilá Bernd
• Contos para ler em viagem (Rio: Record, 2005) – organização de Miguel Sanches Neto
• Contos do novo milênio, organização de Charles Kiefer (Porto Alegre: IEL, 2005)
• O livro dos sentimentos (Rio: Guarda-Chuva, 2006) – organização de Márcio Vassalo e Maria Isabel Borja
• Os 100 menores contos do século (São Paulo: Ateliê Editorial, 2005) – organização de Marcelino Freire
• Contos de bolso (Porto Alegre: Casa Verde, 2005) – organização de Laís Chaffe
• 69/2 Contos eróticos (Belo Horizonte: Leitura, 2006) – organização de Ronald Claver
• Contos de bolsa (Casa Verde, 2006) – organização de Laís Chaffe
• O dia que virou noite (Guarulhos: Leitura, 2007) &Gjand; organização de Lorenzo Kwanth



