
Todos vamos mudar. Tudo muda o tempo todo. Nossos gostos musicais, diversões, linguagem, comportamentos. Mudam a tecnologia, a medicina, as cidades, os conceitos, os valores de uma sociedade, enfim, a própria cultura.
A forma como pensamos na fase da adolescência ou da juventude, muitas vezes não é a mesma de uma idade mais madura, porque amadurecemos, sofremos, convivemos com outras pessoas, nas diversas comunidades que constituem a nossa vida: a família, a religião, os vizinhos, a escola, o trabalho, o clube, entre outros tantos. Desde o nascimento até a morte o ser humano está em constante transformação psicológica, biológica, cultural, em constante evolução, sempre aprendendo, reformulando conceitos. Torna-se muito importante, então, uma parada para reflexão. O debate de idéias, embasado no respeito às opiniões contrárias, é importante e necessário. Este parece um termo de tom político, mas não é, ele é pessoal, é introspectivo, é seu.
O radicalismo (político, religioso, sexual, nas formas de conduta e de se apresentar de uma pessoa, entre tantos outros) nada constrói. Em nome dele se mata, tortura (física ou psicológicamente) àqueles que são contrários às suas idéias.
Devemos aprender a ouvir os outros, familiares ou não, e tentar entender sua forma de pensar, mesmo que não concordando, aceitar, pois somos únicos, diferentes.
É preciso ter posições firmes na vida, é claro, pois se os grandes homens não acreditassem em suas idéias, nossa evolução teria sido muito mais lenta, mas eles também compreendem que, ás vezes, é preciso ceder, retroagir, repensar, contextualizar, para acertar a rota e seguir o caminho. Muitos grandes pensadores, intelectuais, filósofos, cientistas, depois de estudar e pesquisar uma vida inteira chegaram à conclusão de que muito pouco sabiam e, muitas vezes, tiveram que revisar seus conceitos. Aceitar as diferenças, eliminar o preconceito, trocar idéias, pedir perdão.
Se queremos ser aceitos, precisamos aceitar todos como são. Se queremos ser mais felizes, precisamos mudar, superar o orgulho, o preconceito, o ciúme, o radicalismo, a ganância, e esta mudança depende de nós. Todos somos pedras brutas que devem ser trabalhadas, se esforçar para mudar nosso comportamento nos sentimentos que temos e prejudicam o relacionamento com nossos familiares e amigos.
Da mesma forma que vencer um poderoso vício como o cigarro, a bebida e as drogas, mudar nosso interior exige esforço constante. É difícil, mas vale a pena, pois estaremos mais próximos das pessoas que amamos e de alcançar a felicidade e assim ajudaremos na construção de uma sociedade mais justa e humana.
Leonardo Vieira



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