
Desde março, 12 Comissões Internas de Prevenção à Violência Escolar (Cipaves) estão trabalhando para diagnosticar os problemas de violência nas escolas municipais de Canoas, trocar experiências e propor soluções. Composta por pais, alunos, professores, diretores, guarda municipal e representante da secretaria de Segurança Pública e Cidadania, a Cipaves tornou-se lei há quase dois meses e nesta quarta-feira, 30, acontecerá, após de 3 meses de trabalho, o I FÓRUM MUNICIPAL DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA ESCOLAR. “Trata-se de uma bela oportunidade para que possamos trocar experiências sobre ações de prevenção à violência nas escolas de Canoas e para ouvirmos especialistas no tema” diz o coordenador das Políticas de Prevenção à Violência Escolar, Atahualpa Coelho.
Serão abordados os temas: Prevenção à(s) violência(s) nas escolas no Brasil e no Mundo, a construção social das juventudes e o combate ao bullying em Canoas. O evento contará com a presença dos coordenadores das CIPAVES de Caxias do Sul que contarão sobre a bem sucedida experiência do município na prevenção à violência nas escolas.
A organização convida professores, pais e alunos interessados em debater idéias e contribuir para um ambiente escolar mais seguro e fraterno. O evento acontecerá a partir das 9h no Salão de Atos da Unilasalle (Av. Victor Barreto 2288).
Programação:
9h - SOLENIDADE DE ABERTURA
Prefeito Jairo Jorge
Secretário Municipal de Segurança Pública Alberto Kopittke
Secretário Municipal de Educação Paulo Ritter
APRESENTAÇÃO DA BANDA DE EX ALUNOS
MESA 1 – VIOLÊNCIAS NA ESCOLA; JUVENTUDE E BULLYING
10h20min – Professora Simone Ruduit – Mestre em Sociologia – Boas Práticas de Prevenção à Violência Escolar no Brasil e no Mundo
10h50min - João Pontes – Relações geracionais e construção social das juventudes
11h20min - Professora Silvana Trevisol – A prática do Bullying - Coordenadora da Escola Arthur Pereira de Vargas (Canoas) - Especialista em Bullying pela Unilasalle
11h50min - Perguntas dos participantes
TARDE
13h – ABERTURA – Apresentação da banda de ex alunos
MESA 2 – BOAS PRÁTICAS NA PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA ESCOLAR
14h – Raquel Maffessoni – Coordenadora das CIPAVES de Caxias do Sul – Apresentação do Projeto das CIPAVES de Caxias do Sul
15h10min – Perguntas dos Participantes
15h30min – Intervalo Interativo (Mostra de Cartazes sobre prevenção ao uso de Drogas)
16h – DEBATE DE GRUPOS SOBRE VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PUBLICA Troca de experiências das CIPAVES de Canoas e listagem de boas práticas de prevenção à violência escolar.
17h45min - Encerramento: Atividade Cultural do PELC
O EXEMPLO DA EMEF GUAJUVIRAS I
O tempo de existência da estratégia de segurança não revela os benefícios que, em curto prazo, começa a surtir nas instituições de ensino de Canoas. “O trabalho da Ronda Escolar nos trouxe muita tranqüilidade e com a Cipaves estamos promovendo ações que começam a mostrar efeitos positivos” comentou a diretora da escola Guajuviras I, a primeira a criar uma Cipaves. Geisa Bonfanti acredita que incentivar relações de afeto entre os estudantes e a escola é um caminho para colher bons frutos. “Algumas mães adotaram espaços da escola, estão construindo canteiros de flores, ou seja, a família está envolvida no processo e parece que os alunos respeitam isso. Contrariando fatos anteriores as melhorias estão intocáveis” comemorou.
Para Maríndia Medeiros e Juliete Medeiros, mães de alunos e integrantes da Cipaves, o fato de estarem vivenciando o cotidiano da escola abre os olhos para entender as dificuldades que as professoras enfrentam. “Várias pessoas pensam melhor do que uma, estamos aqui para ajudar e reverter o quadro de violência que entrou no ensino”.
PESQUISA APLICADA POR ALUNAS AJUDA NOS DIAGNÓSTICOS
Nos relatórios da secretaria municipal de Segurança Pública sobre a Cipaves é possível perceber que grande parte dos problemas de violência está relacionada aos bondes e ao Bulliyng. A análise das comissões foi comprovada por uma pesquisa aplicada pelo grêmio estudantil da escola Guajuviras. A presidente Daniele Bica e a vice Antonela Mendoza de 15 anos, também participantes da Cipaves, aplicaram questões relacionadas a violência escolar e descobriram: o maior medo é a ação dos bondes. “para os nossos colegas mais rigor e disciplina inibiriam os problemas” constatam.
Por enquanto uma das formas encontradas pela diretora Geisa para tranqüilizar a juventude foi investir em um som para colocar música na hora do recreio. “Era uma antiga reinvidicação deles, agora que recebemos uma verba federal será destinada a isso, acredito que assim haja uma melhora no comportamento”.



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